terça-feira, 27 de novembro de 2012

Valter Hugo Mãe é o grande vencedor do Prémio Portugal Telecom 2012

 
Valter Hugo Mãe é o grande vencedor da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. O escritor português recebeu esta noite numa cerimónia que decorreu no Auditório Ibirapuera, em S. Paulo, no Brasil, o prémio na categoria de melhor romance com a A Máquina de Fazer Espanhóis e também foi o vencedor do Grande Prémio Portugal Telecom 2012.
"Muito obrigado. É uma honra ser finalista com todos esses escritores com quem fui finalista, estava convencido que Bernardo Kucinski [académico brasileiro que escreveu K., um primeiro romance que se passa na época da ditadura e que recebeu uma menção honrosa] ia ganhar", disse o escritor português, emocionado quando recebeu o prémio de melhor romance das mãos do vice-presidente da PT Brasil, Abílio Martins.
Mais tarde voltou ao palco para receber o grande prémio da noite. "Tenho de falar devagar para não me comover. Cresci a escrever muito, mas não achava que ser escritor era algo que eu pudesse ser. Agradeço que subitamente eu possa estar mais perto de vocês, mas se calhar mais perto de mim", disse o escritor.
Também eram finalistas na categoria de romance o brasileiro Michel Laub, com Diário da Queda (que irá ser publicado em Portugal pela Tinta da China no próximo ano) e o brasileiro de ascendência argentina, Julián Fuks, com Procura do Romance.
O artista brasileiro multimédia Nuno Ramos venceu a categoria de poesia com a obra Junco. O escritor, que já foi vencedor do Prémio Portugal Telecom 2009 com Ó, agradeceu à mulher, Sandra, que fez os desenhos deste livro, "uma espécie de cena original de tudo o que ele faz". Na categoria de poesia concorriam ao prémio o poeta português Gastão Cruz, com o livro Escarpas e Zulmira Ribeiro Tavares (Vesúvio), e ainda jovem poeta mineira Ana Martins Marques (Da Arte das Armadilhas).
O Prémio Camões 2012, o escritor brasileiro Dalton Trevisan, vencedor das edições de 2003 e 2007 do Prémio Portugal Telecom e que este ano concorreu com o livro de contos O Anão e a Ninfeta, foi o vencedor na categoria de conto e de crónica. O escritor, que não se deixa fotografar desde os anos 60 e vive isolado em Curitiba, não esteve no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, mas enviou a representante da editora Record. Além de Dalton Trevisan, eram candidatos os brasileiros Sérgio Sant’Anna que recebeu o prémio em 2004, com O Livro de Praga; João Anzanello Carrascoza, com Amores Mínimos; e Evando Nascimento, com Cantos do Mundo.
A cerimónia, que decorreu no auditório no edifício projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer, teve apresentação do cantor e músico Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e da actriz brasileira Maria Fernanda Cândido e foram recordadas as várias obras premiadas ao longo dos dez anos do galardão.
O valor atribuído aos vencedores de cada categoria é de 50 mil reais (18.500 euros), o mesmo valor do Grande Prémio Portugal Telecom 2012.
in, O PÚBLICO 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MICROCONTO de NATAL - II Edição


BE/CRE da ESPAN

 REGULAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DO ”CONCURSO DE MICROCONTOS DE NATALDA ESPAN
DESTINATÁRIOS
1. Este concurso está aberto a todos os alunos da ESPAN, em duas categorias: 3º Ciclo e Secundário.
2. É obrigatório cumprir o regulamento. Não há direito a recurso da decisão do júri.
3. Com os melhores contos será criado um e-book que será publicado no blogue da Biblioteca/ Centro de Recursos. Os três melhores contos em cada categoria terão um prémio.
4. O júri pode decidir não atribuir todos ou parte dos prémios.

REGRAS DO CONCURSO
5. São admitidos exclusivamente textos originais escritos em português.
6. Os microcontos a concurso deverão obedecer às seguintes características:
6.1. Devem ter um título que não poderá exceder 3 palavras.
6.2. Devem conter as palavras criança e Natal.
6.3. Devem conter entre 30 a 50 palavras, (Arial 12) sendo de notar que:
a) Os artigos, as preposições, as conjunções, os pronomes e as interjeições valem como palavras.
b) As iniciais contam como palavras (P. Natal, são duas palavras), pois são abreviaturas de uma palavra completa.
c) Os acrónimos (por exemplo BE, CRE, etc.) são considerados como palavras, uma vez que identificam uma entidade.
d) Os números contam como palavras, tanto na forma de número (romano ou árabe: VIII, XXIX ou MCMXX, ou 8,29 ou 1920) como na forma de cardinal (oito, vinte, nove). Porém não esquecer que “29” é uma palavra mas “vinte e nove” já são 3.
e) O título do microconto não conta para a soma das palavras.
f) Os sinais de pontuação não contam como palavras.

7. Cada aluno pode concorrer com mais do que um conto.
8. Os trabalhos são enviados por correio eletrónico para biblioteca@espan.edu.pt até ao fim do dia 23 de dezembro de 2012. No assunto da mensagem deve constar: «Microcontos».

9. Na mensagem de correio eletrónico tem de constar o nome, ano, número e turma do concorrente. O participante deve pedir, nas opções de envio da mensagem de correio electrónico, um recibo de entrega, única garantia de que a mensagem foi recebida pelo destinatário.

10. Para qualquer dúvida deve ser contactada a BE/CRE da ESPAN.

11. Os resultados serão divulgados na Semana da Leitura em 2013, em sessão na BE/CRE, na qual serão entregues os prémios aos autores dos melhores microcontos. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Camilo Castelo Branco - online

           
Tenha 12 livros de
Camilo C. Cranco grátis

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

«Dormir+ para ler melhor»

O Sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono! ...
Álvaro de Campos

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Camilo Castelo Branco no CCB


CAMILO CASTELO BRANCO: AS PAIXÕES JUVENIS E O AMOR DE PERDIÇÃO
Imagem Camilo Castelo Branco: Julio Pomar in Estudos para o Romance de Aquilino Ribeiro
22-10-2012 A 27-10-2012 CAMILO CASTELO BRANCO: AS PAIXÕES JUVENIS E O AMOR DE PERDIÇÃO







O Centro Cultural de Belém, a Casa de Camilo de S. Miguel de Seide / Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Plano Nacional de Leitura, o CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa –, o Teatro Nacional de São Carlos e o Centro Nacional de Cultura, vão comemorar os 150 anos da publicação do Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco.
ciclo CCB no CCB – Camilo Castelo Branco: As paixões juvenis e o Amor de Perdiçãoconta com uma vasta programação, que vai da literatura ao cinema, passando por mesas-redondas, conferências, debates com professores e estudantes, programas musicais, uma feira do livro e duas exposições: uma de iconografia e bibliografia camilianas da colecção da Casa de Camilo e outra do pintor Júlio Pomar, que apresentará os desenhos que fez para a edição do livro O Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro.