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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prémio Nobel da Literatura

Mo Yan vence Nobel da Literatura


O mais prestigiado dos galardões internacionais na área das letras foi atribuído ao escritor chinês Mo Yang, anunciou hoje a academia Sueca, em Estocolmo. "Com um realismo alucinatório, (Mo Yang) funde contos populares, história e o contemporâneo", destacou o júri.
Os romances do escritor chinês, galardoado hoje, estão enraizados na China rural, onde nasceu, mas revelam também influências do "realismo mágico" e outras correntes ocidentais, dizem críticos e tradutores.

Em Portugal foi publicado em 2007,o livro "Peito grande, ancas largas" traduzido por João Martins e editado pela Ulisseia.

domingo, 16 de outubro de 2011

CLARABÓIA de José Saramago




O primeiro romance do Nobel, escrito sob pseudónimo e que não chegou a ser publicado.
A ação do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respetiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respetivo filho – nos dois apartamentos do rés do chão; um empregado da tipografia de um jornal e a respetiva mulher e uma “mulher por conta” no 1º andar; uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respetiva filha no início da idade adulta.
O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais.
O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate – debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis – com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?

sábado, 18 de junho de 2011

Homenagem a José Saramgo














As cinzas de José Saramago foram depositadas, pouco depois das 11h30, junto a uma oliveira que veio da Azinhaga e a um banco de jardim feito de mármore no Campo das Cebolas, em frente à Casa dos Bicos, em Lisboa.

Aniversário da morte de José Saramago terá concerto encenado por Teresa Villaverde
Um concerto, a publicação de livros e uma sessão especial com o documentário "José & Pilar" são algumas das iniciativas que estão a ser preparadas para assinalar o primeiro aniversário da morte de José Saramago, a 18 de Junho, altura em que as cinzas do Prémio Nobel da Literatura português serão depositadas em frente à futura sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em Lisboa, junto a uma oliveira que virá da Azinhaga, onde nasceu.

O Ministério da Cultura está a promover e a organizar um concerto no grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, no dia 19 de Junho, às 17h30, com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e encenação da cineasta Teresa Villaverde. Será ouvida a voz de José Saramago na leitura do seu próprio texto, concebido para acompanhar a execução da obra-prima de Joseph Haydn - "As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz", na sua versão para orquestra clássica.
"O que eu vou fazer é muito simples", diz por email Teresa Villaverde. "O José Saramago escreveu sete textos para as sete últimas palavras de Cristo. Vou tentar que os textos sejam ouvidos de uma forma que imagino pudesse agradar ao José Saramago. Vamos trazer para o palco pessoas da vida real, de várias idades e vidas difíceis", acrescenta a realizadora de "Transe".

Foi o músico e maestro catalão Jordi Savall que, em 2007, pediu ao prémio Nobel português que reflectisse sobre a obra, "Septem Verba Christi in Cruce", escrita por Joseph Haydn em 1786 e que depois a gravou em disco e DVD. "Os textos que serão ditos, alguns com a voz de José Saramago, outros de formas diversas, que Teresa Villaverde está a conceber, foram escritos a pedido de Jordi Savall, que veio a Lanzarote fazer a gravação. São de uma beleza que arrasa. Estão editados em disco e em vídeo, mas ouvi-los no palco creio que será uma experiência única", explica por e-mail a presidente da Fundação Saramago, Pilar del Río. O concerto no CCB será de entrada livre, sujeita à lotação da sala.

No dia 18 de Junho, à noite, depois de se ter realizado a cerimónia de deposição das cinzas e o descerrar da placa onde se lerá Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia (de Memorial do Convento) em frente à Casa dos Bicos, a SIC irá transmitir o documentário "José & Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, e à mesma hora haverá uma sessão na Cinemateca Portuguesa com a presença do realizador e da viúva de Saramago. E na mesma data, em parceria exclusiva com a FNAC, será lançado oficialmente o DVD do filme bem como o CD da banda sonora original. A esta banda sonora, com actuações exclusivas e temas originais de Adriana Calcanhotto, Camané, Luís Cília, Noiserv, Pedro Gonçalves (DeadCombo) e Pedro Granato, junta-se aos músicos a voz de Saramago, com as palavras que não couberam no filme.
Por esses dias será lançada a obra "Palavras para José Saramago", uma compilação de textos críticos da sua obra e de depoimentos e manifestações de homenagem ao escritor que foram sendo publicadas por várias personalidades de 23 países.

Também em Junho será reeditada na Caminho a "Viagem a Portugal", com capa nova e novo prefácio de Claudio Magris. E sairá também o livro infantil "O Silêncio da Água", que é um fragmento de "As Pequenas Memórias" (2006), reunindo as memórias de infância e adolescência de José Saramago. As ilustrações são do espanhol Manuel Estrada. O livro, que significou a conclusão de um projecto previsto havia mais de 20 anos, já está publicado em espanhol e catalão e vai ser editado em Portugal também pela Caminho.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura


O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura de 2010, foi anunciado hoje em Estocolmo pela Academia Sueca.

“Muito comovido e entusiasmado.” Assim se sentiu Vargas Llosa ao saber que era seu o Nobel da Literatura deste ano. Foram as primeiras declarações do escritor, feitas à agência de notícias peruana Andina e citadas pela Lusa.

Vargas Llosa está em Manhattan, onde se encontra durante o período em que está a leccionar na Universidade de Princeton, soube o PÚBLICO na Feira do Livro de Frankfurt. "Todos os anos ele sonhava com isto e sempre lhe dissémos que era este o ano", comentava a directora de marketing da Alfaguara (do grupo Santillana), Angeles Aguilera, ao PÚBLICO.

O peruano, de 74 anos, foi distinguido "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos", justifica a Academia em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

As Publicações Dom Quixote, editora da maior parte da obra do escritor em Portugal, congratularam-se pela distinção em comunicado. "Depois de vários anos em que o seu nome foi sucessivamente apontado como vencedor do Nobel", lê-se, "a Academia Sueca decidiu, finalmente, premiar a obra de Vargas Llosa, conhecida e admirada em todo o mundo."

Francisco José Viegas, director editorial da Quetzal, que publicará em 2011 o mais recente romance do escritor, considerou a escolha "absolutamente inesperada", isto, "tendo em conta a tradição dos últimos anos, pelo menos, ou das últimas décadas, do Nobel". Em declarações à Lusa desde Frankfurt, onde acompanha a feira do livro da cidade alemã, Francisco José Viegas definiu Mario Vargas Llosa como um autor que "estuda o poder, estuda as formas de poder, as formas de exercício do poder e também estuda um pouco aquilo que é a memória revolucionária da América Latina”.

A atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Mario Vargas Llosa é “um grande incentivo” a todos os que se preocupam com os países onde não há democracia ou a liberdade está ameaçada”, disse o filho do escritor, Alvaro Vargas Llosa.