sábado, 8 de dezembro de 2012

HUGO

 O Cinema à Terça encerra o 1º período com a projeção do filme A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, desejando  a toda a comunidade escolar um Feliz Natal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eugénio de Andrade por Valter Hugo Mãe

Um dia, a Inês Lourenço quis apresentar-me ao Eugénio de Andrade e oferecer-lhe um livro meu. Éramos amigos, ela adorava-o, ele já tinha a sua fundação e marcava muito a vida das pessoas da poesia no Porto. Eu sabia que ele tinha um trato muito antipático. Frequentava as leituras e demais eventos da fundação e sempre me impressionava o modo trombudo como assistia. A sala rodeada de retratos seus, as pessoas todas observando-o na expectativa de saber se dos seus dedos algum pássaro nascia. Foi uma surpresa que a Inês Lourenço tivesse um livro meu na carteira. Foi uma surpresa que o tirasse da carteira no momento em que dizia ao poeta que queria muito apresentar-lhe um amigo, um jovem que considerava promissor. No mesmo instante, o Eugénio de Andrade tirou-lhe o livro da mão e, ainda mais trombudo, furioso como trovões, disse que estava farto de jovens e que não leria mais nada de ninguém. Disse que, se deixássemos ali aquela merda, aquela merda iria imediatamente para o lixo.A Inês queria encontrar um buraco para se meter. A mim, deu-me um certo ataque de riso. Não achei aquilo nada pessoal, mas fiquei nervoso, sem jeito. Era apenas uma indisposição, sim. Mas, na verdade, nada que não lhe fosse coerente.Hoje, percebo que gosto mais do Eugénio de Andrade do que gostava então. Mesmo antes do episódio antipático. Envelhecer é querer simplificar, tornar cada coisa mais límpida, elementar. Ganhar idade faz com que o Eugénio de Andrade deixe de ser apenas solar e passe a ser a pureza possível. Claro que ele devia angustiar por aspirar à pureza, distante dela como devia estar, como estamos todos. Mas a sua aspiração é o que conta e, no final, assim o identifica.Ler Eugénio de Andrade é passar a alma por água limpa. A sua poesia tem uma propriedade de higienização que nos permite a transcendência em vida, sem mais esquisitice que não o deslumbre.A Assírio & Alvim está a publicar, agora em grande e perfeição, a integral da poesia do Eugénio de Andrade. A cada volume, relemos os clássicos de sempre. Lapidares, como nascidos directamente da natureza do tempo. Como se o tempo fosse pronunciando o que lhe parece, maduro. Um tempo que se pensa, sábio. Alguns dos seus poemas não parecem trabalho de ninguém, são a respiração natural das coisas. A assombrosa manifestação do que demorou a eternidade para ter voz.Sempre vi o Eugénio de Andrade como um poeta ideal para os começos. Receitei os seus livros a todos os jovens, tão irónico parece isso agora, porque estive convencido de que não há melhor para seduzir para a leitura e a escrita. Hoje, percebo que os seus textos são sobretudo para quem quer chegar ao limite das palavras. Ali, onde elas acabam de ser palavras e passam a mexer nos nossos ossos com dedos.
                                                                                                                                  in, Público 4/12/2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Valter Hugo Mãe é o grande vencedor do Prémio Portugal Telecom 2012

 
Valter Hugo Mãe é o grande vencedor da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. O escritor português recebeu esta noite numa cerimónia que decorreu no Auditório Ibirapuera, em S. Paulo, no Brasil, o prémio na categoria de melhor romance com a A Máquina de Fazer Espanhóis e também foi o vencedor do Grande Prémio Portugal Telecom 2012.
"Muito obrigado. É uma honra ser finalista com todos esses escritores com quem fui finalista, estava convencido que Bernardo Kucinski [académico brasileiro que escreveu K., um primeiro romance que se passa na época da ditadura e que recebeu uma menção honrosa] ia ganhar", disse o escritor português, emocionado quando recebeu o prémio de melhor romance das mãos do vice-presidente da PT Brasil, Abílio Martins.
Mais tarde voltou ao palco para receber o grande prémio da noite. "Tenho de falar devagar para não me comover. Cresci a escrever muito, mas não achava que ser escritor era algo que eu pudesse ser. Agradeço que subitamente eu possa estar mais perto de vocês, mas se calhar mais perto de mim", disse o escritor.
Também eram finalistas na categoria de romance o brasileiro Michel Laub, com Diário da Queda (que irá ser publicado em Portugal pela Tinta da China no próximo ano) e o brasileiro de ascendência argentina, Julián Fuks, com Procura do Romance.
O artista brasileiro multimédia Nuno Ramos venceu a categoria de poesia com a obra Junco. O escritor, que já foi vencedor do Prémio Portugal Telecom 2009 com Ó, agradeceu à mulher, Sandra, que fez os desenhos deste livro, "uma espécie de cena original de tudo o que ele faz". Na categoria de poesia concorriam ao prémio o poeta português Gastão Cruz, com o livro Escarpas e Zulmira Ribeiro Tavares (Vesúvio), e ainda jovem poeta mineira Ana Martins Marques (Da Arte das Armadilhas).
O Prémio Camões 2012, o escritor brasileiro Dalton Trevisan, vencedor das edições de 2003 e 2007 do Prémio Portugal Telecom e que este ano concorreu com o livro de contos O Anão e a Ninfeta, foi o vencedor na categoria de conto e de crónica. O escritor, que não se deixa fotografar desde os anos 60 e vive isolado em Curitiba, não esteve no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, mas enviou a representante da editora Record. Além de Dalton Trevisan, eram candidatos os brasileiros Sérgio Sant’Anna que recebeu o prémio em 2004, com O Livro de Praga; João Anzanello Carrascoza, com Amores Mínimos; e Evando Nascimento, com Cantos do Mundo.
A cerimónia, que decorreu no auditório no edifício projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer, teve apresentação do cantor e músico Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e da actriz brasileira Maria Fernanda Cândido e foram recordadas as várias obras premiadas ao longo dos dez anos do galardão.
O valor atribuído aos vencedores de cada categoria é de 50 mil reais (18.500 euros), o mesmo valor do Grande Prémio Portugal Telecom 2012.
in, O PÚBLICO 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MICROCONTO de NATAL - II Edição


BE/CRE da ESPAN

 REGULAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DO ”CONCURSO DE MICROCONTOS DE NATALDA ESPAN
DESTINATÁRIOS
1. Este concurso está aberto a todos os alunos da ESPAN, em duas categorias: 3º Ciclo e Secundário.
2. É obrigatório cumprir o regulamento. Não há direito a recurso da decisão do júri.
3. Com os melhores contos será criado um e-book que será publicado no blogue da Biblioteca/ Centro de Recursos. Os três melhores contos em cada categoria terão um prémio.
4. O júri pode decidir não atribuir todos ou parte dos prémios.

REGRAS DO CONCURSO
5. São admitidos exclusivamente textos originais escritos em português.
6. Os microcontos a concurso deverão obedecer às seguintes características:
6.1. Devem ter um título que não poderá exceder 3 palavras.
6.2. Devem conter as palavras criança e Natal.
6.3. Devem conter entre 30 a 50 palavras, (Arial 12) sendo de notar que:
a) Os artigos, as preposições, as conjunções, os pronomes e as interjeições valem como palavras.
b) As iniciais contam como palavras (P. Natal, são duas palavras), pois são abreviaturas de uma palavra completa.
c) Os acrónimos (por exemplo BE, CRE, etc.) são considerados como palavras, uma vez que identificam uma entidade.
d) Os números contam como palavras, tanto na forma de número (romano ou árabe: VIII, XXIX ou MCMXX, ou 8,29 ou 1920) como na forma de cardinal (oito, vinte, nove). Porém não esquecer que “29” é uma palavra mas “vinte e nove” já são 3.
e) O título do microconto não conta para a soma das palavras.
f) Os sinais de pontuação não contam como palavras.

7. Cada aluno pode concorrer com mais do que um conto.
8. Os trabalhos são enviados por correio eletrónico para biblioteca@espan.edu.pt até ao fim do dia 23 de dezembro de 2012. No assunto da mensagem deve constar: «Microcontos».

9. Na mensagem de correio eletrónico tem de constar o nome, ano, número e turma do concorrente. O participante deve pedir, nas opções de envio da mensagem de correio electrónico, um recibo de entrega, única garantia de que a mensagem foi recebida pelo destinatário.

10. Para qualquer dúvida deve ser contactada a BE/CRE da ESPAN.

11. Os resultados serão divulgados na Semana da Leitura em 2013, em sessão na BE/CRE, na qual serão entregues os prémios aos autores dos melhores microcontos. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Camilo Castelo Branco - online

           
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